Bonfim

Um blogue de vitorianos

quinta-feira, junho 15, 2006

Nostalgia de Suker Vs. «O Mecânico do Inconformismo»



Da forma que eu agora apoio e acredito nas possibilidades da Austrália, durante muitos anos fiz o mesmo em relação à Croácia. Fi-lo, aliás, desde as primeiras competições internacionais em que a Croácia entrou. Tinha, de raiz, alguns dos melhores jogadores europeus e, portanto, havia esperança de ganhar alguma coisa. Mas uma razão era mais forte que as outras. Jogava lá aquele que era, para mim, (a par de Bergkamp) o melhor avançado europeu daquele tempo: Suker.

De facto, ao abandonar Suker o futebol, seguido de todos os outros grandes jogadores da geração que levou a Croácia ao terceiro lugar de 1998 em França, a Croácia perdeu todo o interesse, para além de deixar de jogar praticamente futebol. É então que há uma muito ténue tentativa de recuperar o poderio ofensivo: chama-se Prso à selecção. Confesso que o estilo pesadão e o cabelo à chulo (ou penteado à Versalhes, para quem é admirador desde sempre) sempre me afastaram do seu estrito lote de admiradores. O facto de ser o homem escolhido para preencher a camisola 9 da equipa também não ajudava. O tempo passou.

E depois veio o Brasil-Croácia em Junho de 2006. Quando vi uma equipa daquelas, com os melhores jogadores do mundo, com os melhores tecnicistas, deitada no chão a admirar as fintas em câmara lenta de Prso, fiquei convertido à causa. Prso correu, correu muito. Jogou e fez jogar. Só faltou aquilo que talvez lhe devia competir: remates e golos. A Croácia, muito graças ao exemplo deste avançado, esmagou o Brasil durante quase todo o jogo, muito embora tivesse sofrido um golo do outro mundo de um jogador do outro mundo. Não é mesmo um tipo de jogador, e um tipo de cabelo, que me convença, mas depois de uma época em que deixou pelo chão os defesas do Porto e os defeas do Brasil, começo a acreditar que há qualquer coisa nos pés daquele mecânico croata. Estou, uma vez mais, rendido à Croácia. Não é o futebol de Suker, Boban, Prosinecki e Jarni, mas lá que promete... promete.

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