Bonfim

Um blogue de vitorianos

terça-feira, junho 06, 2006

A(s) força(s) de África

YekiniAs selecções africanas têm vindo a afirmar-se no futebol mundial. A primeira vez que uma equipa de África deu mais nas vistas foi em 1990, em Itália, com os Camarões, comandados em campo, pelo vetusto Milla, surpreenderam dois terços do mundo.
Mais tarde, em 1994, outra selecção, a Nigéria, surpreendeu, pela qualidade de futebol praticado.
Os vitorianos, mais sensíveis do que quaisquer outros adeptos portugueses, viram o Mundial dos Estados Unidos, no qual a selecção das quinas não esteve presente, com especial atenção. O craque, e goleador do Vitória, Yekini, brilhava no palco mundial do futebol e, de certo modo, enchia de orgulho os sadinos.
Quem não se lembra do golo que marcou e a força com que se agarrou às redes, conforme a fotografia deste texto mostra? (Salvo erro frente à Argentina.)
Pode considerar-se que os sadinos sempre tiveram um bom conhecimento do estilo do futebol africano. José Rui, actual seleccionador de Cabo Verde, foi durante vários anos, um bom defesa do Vitória. Sessay, internacional da Serra Leoa, um jogador do meio campo imprescindível nas equipas de Raúl Águas. E, naturalmente, o outro grande avançado, ao lado de Yekini, o moçambicano Chiquinho Conde. (Estou a esquecer-me de outros.)
Este ano, o Mundial tem muitas equipas africanas estreantes. De todas, penso que a Costa do Marfim é a melhor. Porém, o grupo é o mais difícil. Argentina, Jugoslávia (permitam-me recuperar a nomenclatura anterior) e Holanda não são peras doces. Devem ser dos melhores jogos. Da raça argentina à táctica jugoslava, da criatividade holandesa à força marfinense, ver e apreciar.
Quanto às outras selecções, apenas o prazer de ver Angola passar com Portugal, que duvido, e observar o jogo do meu pouco conhecido Togo. Pelo que é apresentado, a selecção só tem uma vedeta.
O Gana não vai ser adversário fácil para italianos, checos e norte-americanos.
A Tunísia é a outra selecção, que, por se situar a norte do Atlas, tem uma forma diferente de jogar dos subsarianos.
Penso que a Costa do Marfim pode ser a surpresa das equipas vindas de África. Não obstante o dificílimo grupo, pode exibir um futebol acima da média.

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